Entrevista Flanders 72

Por Alex Kegler

Na primeira entrevista do zumbido Máximo Paulinho Tscherniak, da Flanders 72, falou sobre sua banda que lançou no final do ano passado seu quarto álbum de estúdio intitulado "This is a Punk Rock Club".
Além disso o músico contou curiosidades sobre o grupo e planos da banda para o futuro.



  
01 - Paulinho, a pergunta parece meio clichê, mas conte como a Flanders começou, foi sua a ideia da banda?


A Flanders 72 começou com alguns colegas de aula que queriam tocar Ramones. No dia 13 de julho de 2002 nos juntamos na garagem da casa dos meus pais pra tentar tocar Ramones, mas sabíamos somente Blitzkrieg Bop mal e porcamente. A partir dali começamos uma banda chamada Nóxido que virou a Flanders 72 dois anos depois. Aprendemos a tocar juntos e a banda foi passando por diversas formações até virar o que é hoje.


02 - A influência de Green Day é nítida na banda, quando vocês conheceram o trio Californiano e quais as outras bandas que inspiram?

Conheci Green Day na minha adolescência, com uns 13 anos ouvi pela primeira vez Basket Case e tive aquele despertar dentro de mim do tipo "cara, essa música é exatamente o que eu procurava!". Essa foi minha entrada pra bandas que mudariam minha vida, como Ramones. Muitas bandas me inspiram, a Flanders 72 é o resultado de muitas influências que amamos, como Ramones, Green Day, Mxpx, The Queers, Rancid, Offspring, Social D, Screeching Weasel, The Manges, etc etc.



03 - Você acredita que o som da Flanders tenha mudado muito ao longo dos anos?

Desde que começamos até hoje, sempre tive na cabeça o tipo de som que gostaria de compor pra Flanders. São minhas influências desde sempre, estão lá. Nunca fui uma pessoa de "estar buscando o meu som" ou de "fases". Então sempre faço músicas que sempre quis fazer pra Flanders. A banda evoluiu muito pois fomos aprendendo a tocar, no início éramos muito ruins hehehe. 


04 - Qual foi o show mais bacana?

Pergunta difícil... Mas acho que os shows em que dividimos o palco com nossos ídolos sempre foram os mais incríveis. A primeira vez que isso aconteceu foi em 2008 com Cj Ramone e lembro que foi uma conquista como fã de Ramones poder dividir o palco com um ídolo! Mas tivemos vários shows bacanas. Uma vez em 2014 tocamos em Hamburg, na Alemanha, em um bar que era um barco. Foi uma experiência maluca hahaha! Tínhamos que ir nos equilibrando, pois as vezes passavam uns navios de carga do lado e levantava umas ondas enormes hehehehe.


05 - E a tour na Europa como foi?

Foi incrível, como sempre é! A recepção é muito legal! Tocamos em diversos bares por toda a Alemanha, conhecemos pessoas, fizemos amigos, colecionamos lembranças... A Europa curte punk rock, o público tem uma sede enorme por música autoral, compram cds, lps, camisetas. A gente se sentiu muito prestigiado durante a tour. Este ano pretendemos voltar à Europa para fazer a tour de lançamento do LP que saiu pela Partysprenger Records.



06 - E a repercussão do mais recente disco "This is a Punk Rock Club"?

Está sendo muito boa! Só tenho ouvido críticas boas por enquanto. É o nosso melhor trabalho, na minha opinião, e também tivemos a honra de ter o Davi Pacote (nosso produtor) no baixo, o que ficou sensacional!


Vejo o LP sendo distribuido na Europa em diversos sites e fico muito feliz com isso. Recebemos também bastante feedback de fãs do Japão (o CD foi lançado pela Dumb records e Waterslide Records do Japão). A única parte negativa é que o CD nacional tem saído muito pouco, apesar do encarte estar lindão, é um pouco do reflexo do futuro da indústria fonográfica que está em baixa com essa nova onda de streaming (Spotify, Deezer...)

07 - Nos conte mais sobre a banda e de quais os próximos passos?

Nossa ideia agora é trabalhar nos clipes de cada música do disco, tentar fazer clipes de TODAS as músicas. Também temos um mini documentário sobre a gravação do "This is a Punk Rock Club" em andamento.
Como comentei antes, também devemos fazer a terceira tour na Europa neste ano.


08 - Agrade muito pela entrevista e pra finalizar quais as considerações finais para os leitores do zumbido Máximo?

Muito obrigado a você que leu essa entrevista até o fim (sim, você mesmo!), o rock precisa MUITO de você, que lê, vai atrás, se interessa em bandas independentes como a Flanders 72.
Bandas de punk rock underground só existem por sua causa, pois não estamos nas grandes mídias, não ganhamos dinheiro, nem vivemos disso. Fazemos tudo isso porque amamos! Nosso pagamento é o teu play nos nossos sons, teu compartilhamento do nosso clipe, tua ida nos nossos shows e isso não tem preço. Muito obrigado, leitor do Zumbido Máximo e boa sorte pro blog! Grande abraço!



Flanders 72 é:

Paulinho Tscherniak
Maiquel Dias
Davi Pacote


flanders72@gmail.com
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