Dead Kennedys faz críticas ao "Brasil Bozo" em cartaz de turnê brasileira



 A turnê é em 
comemoração aos 40 anos de carreira do grupo

 


A lendária banda punk Californiana Dead Kennedys retorna ao Brasil em maio para comemorar os 40 anos de carreira. O grupo fará turnê em maio e, nesta segunda-feira (22), foi lançado o cartaz oficial de divulgação dos shows.

Produzida pelo artista brasileiro Cristiano Suarez, a arte traz a essência política que a banda sempre carregou nas suas quatro décadas de existência: trata-se de uma clara provocação ao governo de Jair Bolsonaro.

No cartaz, é retratada uma família que veste camisetas da seleção brasileira e que usa perucas em referência ao palhaço Bozo, nome pelo qual o presidente Bolsonaro passou a ser chamado por seus opositores. Os integrantes da família, incluindo as crianças, seguram armas e, ao fundo, é possível ver favelas explodindo.

“I love the smell of poor dead in the morning!” (em português, “eu amo o cheiro de pobre morto pela manhã!”), diz um dos personagens.

“O péssimo inglês falado pelo personagem é mais uma ironia”, informou o artista pelo seu Facebook.

O poster contém, ainda, tanques de guerra, em referência ao caráter militar do governo brasileiro.

O Dead Kennedys fará shows no Rio de Janeiro (23/5), São Paulo (25/5), Brasília (26/5) e Belo Horizonte (28/5). Vale lembrar que em São Paulo, Brasília e no Rio, os shows ainda terão a abertura do Garotos Podres.

 



A banda Dead Kennedys surgiu no cenário do punk/ hardcore no final dos anos 1970 e estourou mundialmente no início da década de 1980 com o disco Fresh Fruit for Rotting Vegetables, que trazia canções de protesto que acabaram virando hinos do gênero como "California Über Alles" e "Holiday in Cambodia".

Em 2018 outra banda criou polêmica ao fazer uma edição especial de seu cartaz em que promovia sua turnê brasileira. O Pearl Jam estampou pássaros armados na peça que promovia seu show no Rio de Janeiro. Em comunicado lançado à epoca, a banda afirmou que a arte era “uma homenagem ao Rio de Janeiro, particularmente às pessoas das favelas da cidade”