Rohmanelli & Os Anomalous revela EP “Macho Discreto - Ao Vivo na 7ª SRC”, gravado na Semana do Rock Catarinense



Artista mescla synthpop e rock industrial no que chama de “transpop”



A intensidade das performances de Rohmanelli ganha forma no EP “Macho Discreto - Ao Vivo na 7ª SRC”, gravado com a banda Os Anomalous durante a Semana do Rock Catarinense, realizada em julho. O artista recria duas faixas de destaque do seu álbum “Anomalous” e o single recém-lançado, que dá nome ao compacto. O registro já está disponível para streaming.

Continua abaixo da publicidade

Reinvenção é palavra-chave no trabalho de Rohmanelli, italiano radicado no Brasil há 20 anos. Ele iniciou sua carreira na música em 2014, com a banda Vita Balera. O projeto explorava o rock alternativo com letras em italiano e chegou a lançar um EP homônimo. Antes disso, ele estudou música erudita e canto lírico. Após o fim da banda, Rohmanelli focou no seu projeto solo de música eletrônica alternativa ao lado do produtor e músico argentino Jeronimo Gonzalez. 





Foi aí que nasceu Rohmanelli, unindo estética, figurino, letra e música. Em 2016, ele lançou sua estreia com o álbum “Anomalous”, um trabalho conceitual que trafegava entre o português, inglês e italiano e que gerou sete videoclipes. Em 2018, Rohmanelli lançou “Fanatismi”, um trabalho em italiano e muito mais maduro, reunindo experiências e parcerias adquiridas nos primeiros momentos da carreira. Desde então, suas composições passaram pelas mãos de DJs, produtores e músicos do Brasil, da América do Sul e da Europa.

                            Crédito: Coletivo Medusa
 


“Macho Discreto”, primeira parceria com o produtor musical Binho Manenti, se tornou um single e clipe provocador assinado pela Vinil Filmes. O lançamento foi um novo passo nessa sonoridade que une influências do punk, da eletrônica, do rock e do pop. É o que Rohmanelli chama de “transpop”, uma musicalidade sem barreiras de gêneros e idiomas. Agora, ele se prepara para lançar o primeiro disco totalmente em Português, refletindo suas duas décadas vivendo no país. 

Continua abaixo da publicidade

O novo EP chega entre esses marcos como o primeiro registro ao vivo do artista, que a partir deste ano passa a ser acompanhado no palco pela banda Os Anomalous, formada por Duda Medeiros (guitarra e sitar), Felipe Pimentel (bateria), Cachopa (guitarra) e Pedro Henrique Santos Barbosa (baixo). Eles repaginaram os arranjos para esse show especial, que traz uma versão inédita e totalmente renovada de “Aracnofilia”, canção em italiano que ganha aqui contornos orientais, com a introdução de um sitar. Outro destaque é a participação do rapper Raphael Warlock, que aparece em “Macho Discreto”. Completa o tracklist “Anomalous”, faixa-título do primeiro álbum de Rohmanelli, um synthpop com clima de Depeche Mode.

“Esse registro é muito significativo para mim, pois pela primeira vez em três anos, coloquei instrumentos orgânicos na minha música, até então totalmente sintética. O som desse EP se aproxima mais do que é o meu som atual e do novo álbum. E também representa minha heterogeneidade musical e linguística: temos, de fato, três músicas da minha produção, cada uma em uma língua (inglês, italiano e português). Acho que são um retrato fiel desse meu transpop”, reflete.

Continua abaixo da publicidade

Usar a música como forma de questionar padrões sexuais, amorosos, políticos e religiosos faz parte do discurso forte na arte de Rohmanelli. Em 2020, o público conhecerá mais de suas múltiplas facetas com o disco “[Brazilejru]”, atualmente sendo produzido por Binho Manenti.